A ONU, através do PNUD(Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) em parceria com o IBGE, divulgou ontem(26) o IDHM do Brasil e dos estados brasileiros. O país alcançou pela primeira vez o nível de desenvolvimento humano “muito alto” ao atingir a marca de 0,805 pontos. Os dados se referem ao ano de 2024.

Já em relação aos estados, o Distrito Federal segue como a unidade da federação com maior índice de desenvolvimento com 0,866 pontos, depois vem São Paulo(0,838) e Santa Catarina(0,833). Mas os estados que tiveram maior crescimento foram do Nordeste: Alagoas(0,746), Piauí(0,764) e Rio Grande do Norte(0,778) lideram o crescimento do IDHM entre 2012 e 2024.
O IDHM varia de 0 a 1, sendo que quanto mais próximo de 1 mais desenvolvido é o local. Dessa forma, a leitura se dá assim:
De 0 a 0,499: muito baixo
De 0,5 a 0,599: baixo
De 0,6 a 0,699: médio
De 0,7 a 0,799: alto
De 0,8 a 1: muito alto
Veja abaixo o ranking dos estados por IDHM referente ao ano de 2024:
| Ranking | Estado | IDHM 2024 |
|---|---|---|
| 1 | Distrito Federal | 0,866 |
| 2 | São Paulo | 0,838 |
| 3 | Santa Catarina | 0,833 |
| 4 | Paraná | 0,822 |
| 5 | Rio de Janeiro | 0,819 |
| 6 | Rio Grande do Sul | 0,818 |
| 7 | Goiás | 0,815 |
| 8 | Mato Grosso | 0,812 |
| 9 | Minas Gerais | 0,809 |
| 10 | Espírito Santo | 0,804 |
| 11 | Mato Grosso do Sul | 0,797 |
| 12 | Tocantins | 0,797 |
| 13 | Rondônia | 0,786 |
| 14 | Roraima | 0,780 |
| 15 | Rio Grande do Norte | 0,778 |
| 16 | Ceará | 0,773 |
| 17 | Amazonas | 0,767 |
| 18 | Pernambuco | 0,767 |
| 19 | Piauí | 0,764 |
| 20 | Sergipe | 0,761 |
| 21 | Paraíba | 0,760 |
| 22 | Amapá | 0,759 |
| 23 | Bahia | 0,759 |
| 24 | Pará | 0,758 |
| 25 | Acre | 0,754 |
| 26 | Alagoas | 0,746 |
| 27 | Maranhão | 0,745 |
Apesar do avanço do país ainda há muita desigualdade entre regiões, renda, gêneros e raça. Mesmo assim é um grande avanço, 34 anos antes, em 1991, o IDHM do Brasil era de apenas 0,493, considerado “muito baixo” e semelhante aos países mais pobres da África. São Paulo, por exemplo, a maior economia do país e que concentrava a grande massa de imigrantes de todo o país em busca de oportunidades, tinha um IDH de apenas 0,578, considerado “baixo”.
De lá pra cá o Brasil mudou muito e conseguiu reduzir muito os níveis de pobreza e miséria, agora o maior desafio será promover uma maior distribuição da riqueza do país entre as regiões, gêneros e raças.


























































